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19 de dezembro de 2014

Lidia Maria de Melo

Formada em 1985
           Quando penso no tempo em que cursei a Faculdade de Comunicação de Santos (Facos), de 1982 a 1985, lembranças fortes se agitam em minha mente. A mais marcante envolve meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Foi um momento em que eu pude transformar em projeto acadêmico uma experiência de vida. Aproveitei o TCC, em 1985, para falar sobre como a ditadura militar, que coincidentemente chegava ao fim após 21 anos, tinha marcado minha família, a cidade de Santos e o Brasil. Relatei em uma grande reportagem o que aconteceu a partir do instante em que meu pai, Iradil Santos Mello, tornou-se prisioneiro político no primeiro dia do golpe de estado, em 1964. Ele tinha 34 anos e era portuário e sindicalista. Inicialmente, foi preso nas dependências do DOPS, onde permaneceu uma semana, e depois, no navio Raul Soares, por dois meses. Esse navio serviu de presídio político no Porto de Santos de abril a outubro de 1964. Acrescentei à narrativa, os processos que se arrastaram por anos, o desemprego, o medo, o esconderijo na casa de amigos, as incertezas, as instabilidades emocionais e as doenças que vieram com o tempo. Registrei também o contexto político e sociocultural (música, literatura, cinema, jornalismo, saúde, educação).Intitulado “Para Não Ser Pego de Surpresa”, o TCC foi apresentado no dia 25 de novembro de 1985, na Redação da Facos, no prédio da Rua Euclides da Cunha, 264, no Bairro da Pompeia. A banca era composta pelos professores e jornalistas Eron Brum (orientador), Luiz Augusto Lane Valiengo e José Reis, que me concederam a nota máxima. 

 TCC deu origem ao livro
LIVRO 
          Uma década depois, o trabalho deu origem ao livro “Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós”. O título foi escolhido três anos antes da publicação, quando escrevi duas páginas para o caderno Porto & Mar do jornal A Tribuna (3 de setembro de 1992). Inspirei-me em um trecho em que comparo a imagem do navio, que ficou ancorado no meio do Canal do Estuário, perto da Ilha Barnabé, com os números que foram tatuados nos braços dos judeus prisioneiros de campos de concentração.
De lá para cá, já concedi inúmeras entrevistas sobre o tema, assim como redigi incontáveis artigos e reportagens. Também realizei palestras, como na abertura da Exposição do DOPS, em 2004, no Fórum dos Ex-presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo, na Secretaria de Justiça do Estado de São Paulo e na Semana de Serviço Social da UniSantos. Gravei entrevista para o SBT Repórter junto com meu pai em 1998, fiz depoimento com a minha mãe, Mercedes Gomes de Sá,  para a Comissão Nacional da Verdade e a Comissão Municipal da Verdade Esmeraldo Tarquínio, colaborei com  exposição do Memorial da Resistência e com documentários, entre outros.
Até hoje esse meu livro é fonte de pesquisa sobre o navio-prisão Raul Soares, que foi considerado pela Comissão Nacional da Verdade um dos centros de tortura em 1964.
É por isso que sempre digo a meus alunos que o TCC deve ser aproveitado para a realização de algo com o que eles sempre sonharam. Não é um simples trabalho. É um momento especial na vida do estudante.

Prêmio Wladimir Herzog - 1997
PRÊMIO VLADIMIR HERZOG
    Dois anos após o lançamento desse meu livro, conquistei o Prêmio Jornalístico de Anistia e Direitos Humanos Vladimir Herzog, na categoria Literatura, em 1997, com o conto “Bala Perdida”, que mostra os últimos instantes da vida de um menino que gostava de bala, o doce, e foi atingido por uma bala, projétil. A inspiração para esse conto veio de acontecimentos jornalísticos.
O prêmio é uma iniciativa do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), com o apoio da família de Vladimir Herzog. Atualmente, é apoiado pelo Instituto Vladimir Herzog, mas naquela época ainda não havia.
Em 2007, meu conto “Como um poeta” foi publicado na antologia “Unicamp Ano 40”, da Universidade Estadual de Campinas, que selecionou quarenta contos por meio de um concurso nacional.
Muito tempo antes, em 1983, houve um Concurso de Contos na Faculdade de Comunicação da UniSantos e minha participação me garantiu uma menção honrosa. O título de meu conto era “A Carta”, uma adaptação de uma história que minha mãe tinha me contado. 

VESTIBULAR E MESTRADO
          As lembranças dos tempos da faculdade são tão marcantes que eu me recordo até dos quatro dias de vestibular. Em cada um deles, os candidatos faziam provas de duas disciplinas. A última prova, quando escrevi a Redação, cujo rascunho eu guardo até hoje, foi realizada na data em que a cantora Elis Regina morreu, 19 de janeiro de 1982. Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, seria o meu segundo curso universitário. O primeiro foi Letras, com habilitação em Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Literaturas desses dois idiomas. 
        Tempos depois, de 1998 a 2001, busquei aperfeiçoamento na Universidade de São Paulo (USP), onde fiz Mestrado em Ciências da Comunicação, com ênfase em Jornalismo. Consegui unir as duas áreas, Letras e Jornalismo. Pesquisei e escrevi sobre neologismos, como os jornais interferem na formação de novas palavras da língua portuguesa. Atualmente, em vez de fazer o doutorado, decidi cursar a terceira graduação. Desta vez, em Direito, também na UniSantos.

PROFESSOR JOÃO BATISTA 
João Batista e Lidia
          Eu não poderia falar do curso de Comunicação, sem mencionar o professor João Batista de Macedo Mendes Neto, que era chamado de Jotabê e de Batista. O primeiro trabalho que fiz em grupo foi na disciplina dele, Teoria da Comunicação, em 1982. Não me lembro do tema, mas sei que, na apresentação para a classe, toquei violão e cantei a música “A Rosa de Hiroshima”, de Vinícius de Moraes e Toquinho. Dias depois, uns colegas que eu ainda não conhecia me convidaram para tocar no trabalho deles a canção “Pra não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré, que havia sido censurada por anos. Na formatura, em 30 de dezembro de 1985, o Jotabê foi o paraninfo de minha turma, que teve como patrono o professor e jornalista Roldão Mendes Rosa. Mais tarde, Jotabê tornou-se meu editor no jornal A Tribuna. Fui subeditora dele e depois passei a editora. Atualmente, somos colegas no magistério universitário, o que me permite continuar aprendendo com ele.

 A SANGUE FRIO
       Em 1983, realizei um trabalho para a disciplina de Estética, a cargo da professora  Maria Cecília de Sá Porto, que na época assinava também Silvares. Fiz uma análise dos recursos narrativos utilizados no livro-reportagem “A Sangue Frio”, de Truman Capote. Foi um sucesso. Ela me pediu para reapresentar para uma outra parte da classe, que não pôde estar presente.
Meu trabalho era o único sobre texto verbal. Achei que não teria como competir com os demais, que se relacionavam às artes visuais. Eu me enganei. A classe ficou lotada nas minhas duas apresentações. Fiz novas amizades a partir daquela explanação. Naquele tempo, os alunos de Comunicação Social estudavam todos juntos nos dois primeiros anos. Nos dois últimos, separavam-se por habilitação (Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas). Teve gente que foi meu colega de classe e, mais tarde, tornou-se meu aluno, quando voltou para fazer outra habilitação.
   
Matérias do AGÊNCIA FACOS
AGÊNCIA FACOS

       Em 1984, no 5.º semestre do curso, comecei a escrever no Agência Facos,  boletim laboratorial que permitia textos de até duas páginas. Isso, quando a matéria ficava muito boa. Só que eu cheguei a conseguir mais espaço com matérias que até hoje tenho guardadas.
Duas delas foram feitas em Minas Gerais. Em uma, a entrevistada era a escritora Adélia Prado. Fui até a casa dela em Divinópolis, a cerca de 200 quilômetros a Oeste de Belo Horizonte. A tarde que passamos conversando resultou na matéria “Uma prosa com Adélia Prado”, publicada na editoria de Variedades do Agência. Quem leu e aprovou foi o professor Ouhydes Fonseca.

A outra matéria foi “Tancredo proíbe comício Pró-diretas-já em Ouro Preto”, publicada com  meu comentário “O povo e a praça”, que criticava o fato de a Praça Tiradentes, de Ouro Preto, ter sido fechada em 21 de abril de 1984 para manifestantes que defendiam as eleições diretas para presidente. Naquela data, houve a tradicional cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência a políticos. Eu e minha irmã estávamos lá. Éramos duas alunas da UniSantos. Ela fazia Arquitetura. 


ENTREVISTA
Em 1985, além do TCC, realizado no 8.º semestre, a estrela do curso foi o jornal Entrevista, órgão laboratorial do 7.º semestre. Entre outras, fiz uma matéria na Vila Progresso, no alto do Morro do São Bento, e mais uma no Morro da Nova Cintra, sobre grilagem de terras. E não bastava entrevistar e escrever. Era preciso ir distribuir o jornal para os moradores aos domingos, sob o comando do professor Dirceu Lopes Fernandes.    



Casse pintada e com poemas nas paredes
CLASSE PINTADA
       Outra emoção vivenciada no 7.º semestre, em 1985, foi a pintura de nossa sala de aula, que era de bloco aparente. Usamos máscaras de figuras, como disco voador, e tinta amarela, para desenhar nas paredes. 

Minha participação foi, como sempre, em forma de texto. Fazendo um trocadilho com a expressão popular e uma referência ao nosso semestre, escrevi “Pintando o sétimo”.
Na parede ao lado da porta, no corredor, transcrevi com letra de forma um trecho do poema “No mundo há muitas armadilhas”, de Ferreira Gullar. Quando eu terminava o último verso, ajoelhada, o então diretor, Iberê Sirna, chegou. Pensei que fosse levar uma suspensão. Mas não, ele observou, sorriu e foi ver os desenhos dentro da sala. Quatro anos depois, quando fui admitida como professora do curso de Comunicação Social, habilitação Jornalismo, a classe ainda ostentava a nossa marca. Só me arrependo de não ter feito uma fotografia.


MÚSICA
   Outras manifestações artísticas aconteceram. Uma delas foi o Beliscada, que me levou a cantar e tocar violão na escadaria, e a rádio Megafone, organizada pela turma do cartunista e chargista Seri (Sérgio Ribeiro). 
Também fiz parcerias com colegas e ensaiei na sede do Diretório Acadêmico Júlio de Mesquita Filho, para participar de festivais de música. Eu compunha as canções e cantava junto com outros estudantes, como a Roselane Rosa (que havia sido minha aluna no Ensino Médio e tornou-se minha colega de classe em Jornalismo) e o Evandro (aluno de outra turma de Jornalismo, cujo sobrenome infelizmente não me recordo). Eram estudantes de Comunicação e de outros cursos, como o de Arquitetura e Urbanismo, onde estudavam minha irmã, Lúcia Maria de Mello, que fazia percussão e coro, e o Cláudio Weizmann, que musicou um poema meu (“Ausência”). Ele foi o único que seguiu a carreira musical. Hoje, é maestro.
SEMANA DE COMUNICAÇÃO 
          Em 1984, tivemos dois destaques na Semana de Comunicação: o escritor e jornalista Ignácio de Loyola Brandão e o jornalista Clóvis Rossi, da Folha de S. Paulo. Recordo que, na palestra de Loyola, minha pergunta a ele foi sobre o livro “Não verás país nenhum”. O tema girava em torno da escassez de água e até da reciclagem de urina. Na época, a temática parecia ficção científica. Hoje, é tão atual! Ao final da exposição de Clóvis Rossi, um grupo de alunos e o professor Dirceu Fernandes Lopes levaram-no à Cantina Liliana, para comer pizza. Eu estava entre eles, toda orgulhosa por dividir a mesa com aquele ícone do jornalismo brasileiro.Anos mais tarde, por ocasião de meu mestrado na USP (1998-2001), esse encontro com Clóvis Rossi me rendeu frutos. Por e-mail, pedi ajuda a ele, para identificar uma informação sobre o ex-ministro Antônio Rogério Magri, criador do termo “imexível”, e fiz referência àquela noite da Semana de Comunicação. Prontamente, ele mesmo pesquisou no arquivo da Folha e me mandou os dados.Em 1990, foi minha vez de mediar uma mesa-redonda na Semana de Comunicação, como professora e editora do jornal A Tribuna. As convidadas eram mulheres também jornalistas: Marilu Cabañas, ex-aluna e na época repórter da Rádio Bandeirantes; Ana Maria Sachetto, ex-aluna e então editora de Artes do jornal A Tribuna; Isabel Tanese, repórter especial de Esportes da TV Bandeirantes;  e Elisa Santa Rita, da área de Marketing Político. Além do debate produtivo e de um posterior jantar no restaurante francês Le Petit Jean, que apoiava o evento, a maior surpresa foi a performance realizada pela então aluna Raquel Pellegrini (atualmente professora e documentarista), que incluiu um poema de minha autoria no texto que interpretou na abertura da noite.  

JORNALISMO E MAGISTÉRIO


       Minha formatura de Jornalismo ocorreu no dia 30 de dezembro de 1985, no auditório do Sindicato dos Petroleiros. No dia 2 de janeiro de 1986, comecei a trabalhar no jornal Cidade de Santos, que integrava o Grupo Folhas. Já havia passado no teste antes de colar grau. Fiz parte da equipe de repórteres e depois de copidesque até 15 de setembro de 1987, quando circulou a última edição do jornal.  
Em julho de 1988, passei a ser repórter do jornal A Tribuna, onde permaneci por 23 anos. Em janeiro de 1991, fui promovida a subeditora e, em fevereiro de 2000, tornei-me editora do caderno Local, função que ocupei até março de 2011. Tive oportunidade de participar de grandes reportagens e de entrevistar pessoas comuns e personalidades de diversas áreas, como o educador Paulo Freire, por exemplo. Convivi com uma grande equipe de profissionais e aprendi diariamente a fazer jornalismo.       De 2003 a 2007, A Tribuna manteve uma parceria com a Universidade Católica de Santos (UniSantos), para a manutenção de um Fórum de Debates sobre temas variados. Fiz parte da comissão realizadora.       De 1990 a 1995, ao mesmo tempo, colaborei com a revista Nova Escola, da Fundação Victor Civita, do Grupo Abril. Paralelamente, lecionava Língua Portuguesa em escolas estaduais (comecei aos 18 anos, fiz concurso e aos 21 já era efetiva) e dava aulas no magistério universitário. 
Minha primeira ligação com a UniSantos, como docente, aconteceu em 1989. Um dia, vi um anúncio da UniSantos no jornal, pedindo professora com formação em Letras e Comunicação Social (Jornalismo) para lecionar Língua Portuguesa – Redação Jornalística. Candidatei-me e fui aprovada pelos professores, que já me conheciam, e pelo então reitor, padre Waldemar Valle Martins. Foi um prazer retornar à instituição em que eu me formara somente quatro anos antes. Aquilo significava que meus ex-professores confiavam no trabalho que eu desenvolvera como aluna e que eu desempenhava na imprensa. Foi como voltar para casa. Permaneci apenas dois anos, porque ficou difícil conciliar tantas atividades ao mesmo tempo: jornal, revista, escola estadual e ainda a universidade. Um tempo depois, pedi exoneração da rede estadual e comecei a lecionar em outra instituição universitária, onde passei 20 anos. Quando saí do jornal A Tribuna, em 2011, coincidentemente, uma professora da UniSantos aposentou-se e o professor Paulo Börnsen, então coordenador do curso de Jornalismo, convidou-me para assumir as aulas. Ele era aluno da Facos quando eu dei aula em 1989-1990. Convite aceito, após um semestre de aulas, passei por um processo seletivo. Uma banca examinadora qualificou-me para integrar novamente o corpo docente do Curso de Comunicação Social da UniSantos. Desta vez, para lecionar nos cursos de Jornalismo, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda. Mais uma vez eu me senti voltando para casa. Tenho 57 anos. Isso significa que meu envolvimento com a UniSantos já dura mais de três décadas.

JORNALISMO E LITERATURA
      Sempre fui apaixonada pela área de Letras, por causa da literatura. Adoro ler e escrever poesias, contos e outras narrativas, como o gênero romance.  Mas ter estudado Jornalismo foi a paixão total. Permitiu-me chegar muito mais perto dos meus sonhos de me tornar escritora.        A literatura me dá chances de criar. O jornalismo me obriga a investigar e a apurar, para me aproximar o máximo possível da verdade dos fatos. Como costumo dizer, um jornalista precisa duvidar sempre, porque as certezas derrubam a gente.
Nesses aspectos, o jornalismo não se confunde com a literatura, mas as duas áreas podem se complementar em termos linguísticos. 

DIPLOMA

Apesar da abolição da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo, as empresas sérias de comunicação não se arriscam a contratar pessoas que não sejam formadas para tocar o dia a dia dos jornais, impressos, digitais ou televisivos. Cada vez mais, o jornalismo exige pessoas especializadas e com formação sólida. O jornalista precisa se aperfeiçoar todos os dias. Uma informação distorcida também pode matar. Jamais devemos nos esquecer do Caso Escola Base.
CÉREBRO, A MELHOR MÁQUINA
       Para encerrar, vou revelar um segredo. Quando estudei, a Redação não tinha computadores, apenas máquinas de datilografia, que eu detestava. Então, eu rascunhava a matéria à mão e depois passava a limpo na máquina. Meus professores nem sonhavam que eu usava essa artimanha. Era tudo para não ter de errar, jogar a lauda no lixo e reescrever todo o texto. Não havia como corrigir um erro na abertura. Precisava começar de novo. 
No jornal Cidade de Santos, eu fazia o mesmo. Enquanto voltava das entrevistas, ainda no carro do jornal, rascunhava o lide (lead). Quando o Cidade fechou, e  entrei n’A Tribuna, fiquei superfeliz. Além de continuar exercendo minha profissão, tinha à minha disposição um computador. Máquina de datilografar, nunca mais!       Hoje, tiro uma lição dessa experiência. A máquina mais importante para nossa profissão, para nossa vida, não é a de datilografia, nem o computador, nem o lápis, nem a caneta. Na verdade, é o cérebro. Ele é que deve ser abastecido e estimulado todos os dias. Ele é que nos socorre. O resto é só equipamento à disposição dessa grande invenção da natureza. Não adianta caderno cheio e cabeça vazia. A gente não estuda para a prova, a gente estuda é para a vida



Mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (2001), bacharel em Comunicação Social pela Universidade Católica de Santos (1985), licenciada em Letras pela Faculdade de Educação Ciências e Letras Don Domênico (1978) e bacharelanda em Direito (2014). Professora assistente (desde 2011) dos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas da Universidade Católica de Santos, onde já lecionou em 1989 e 1990. Ex-professora assistente (1993 a 2013) do curso de Jornalismo da Universidade Santa Cecilia (Santos-SP). Jornalista desde 1986, com atuação nos jornais diários Cidade de Santos (1986-1987) e A Tribuna (1988-2011), onde foi repórter, subeditora e editora, e na revista Nova Escola (Fundação Victor Civita, 1990-1996). Autora da dissertação de mestrado Neologismos em Pauta: Os Jornais como Disseminadores e Criadores de Novas Palavras (ECA-USP/2001). Membro da Cátedra Sérgio Vieira de Mello (UniSantos/Acnur) e do Grupo de Pesquisas Direitos Humanos e Vulnerabilidades da UniSantos (coordenado pela profa. dra. Liliana Lyra Jubilut). Autora do livro Raul Soares, Um Navio Tatuado em Nós (sobre o navio-presídio usado pela ditadura militar no Porto de Santos em 1964), da biografia A Garra de Uma Leoa e dos contos Como Um Poeta (incluído na antologia Contos - Unicamp Ano 40) e Bala Perdida (vencedor do Prêmio Jornalístico de Anistia e Direitos Humanos Vladimir Herzog -Literatura/1997). Participante da antologia Elas Escrevem: Contos, Crônicas e Poemas (Andross Editora, 2010), com o poema Ação das Palavras. Atua com os seguintes temas: comunicação e linguagem, jornalismo, jornalismo literário, literatura brasileira, produção textual, análise de discurso, língua portuguesa e memória: ditadura militar no Brasil (período de 1964 a 1985). Parte de sua produção jornalística e literária pode ser lida no Blog da Lídia Maria de Melo 2 (http://lidiamariademelo.blogspot.com) e no Site da União Brasileira dos Escritores - UBE (http://www.ube.org.br/biografias-detalhe.asp?ID=541). Contatos pelo e-mail: lidiamariademelo@unisantos.br (currículo Lattes)

Postado por Agência  |  01:40 Compartilhar:

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